quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

New Begginning - Capítulo 106


- Desaparece, daqui a pouco a minha mãe acorda e depois quero ver! – Reclamei baixinho, à porta de casa.
Zayn não me largava a cintura, colocando persistentemente beijos no cimo da minha cabeça. Os meus braços criavam barreiras laterais ao seu pescoço, enquanto as minhas mãos brincavam com os cabelos dele perto da nuca. Um sorriso tolo embelezava a sua face.
- Depois ela descobre que a sua linda filha foi raptada por um cantor famoso, levada para uma ilha no meio do oceano pacífico. – Aproximou os lábios do meu lóbulo da orelha e sussurrou: - Sem roupa ou qualquer outra coisa com que se pudesse tapar.
Estremeci de prazer, imaginando como seria viver com ele vinte e quatro horas por dia, numa ilha deserta. Pareceu-me uma ideia estupenda, sem sarcasmos ou ironias.
Zayn abraçou-me com força e eu senti uma dor aguda no peito, nos seios. Silvei de dor e ele largou-me de imediato.
- Estás bem? – Perguntou com preocupação.
Olhei para ele, torcendo o nariz. Massajei os seios e estranhei ao sentir um caroço, no seio esquerdo.
- Que se passa? – Insistiu ele.
Abanei a cabeça negativamente.
- Estranho – comentei em voz alta. – Estou a sentir um caroço no seio e não acho que seja normal.
Como não tinha notado nada antes?
- Podes levar-me ao hospital? – Perguntei, olhando subitamente para ele. Tem de ser, é a única explicação para tudo o que tem acontecido.
 - Bella, não me assustes. O que se passa?
Os seus olhos estavam mais esbugalhados que o normal e eu mordi o lábio.
Sabia que podia confiar nele, mas se nem mesmo eu tinha certezas, porquê preocupá-lo? Porquê metê-lo tão ou mais nervoso que eu?
- Zayn, quando lá chegarmos explico tudo. Levas-me?
Ele observou-me durante algum tempo e depois assentiu. Subi as escadas em passo rápido e tomei banho em dez minutos. Assim que me encontrei despachada, peguei na mala e desci as escadas, dirigindo-me à cozinha.
«Mãe, saí com o Zayn. Não sei quando volto, mas não te preocupes. Qualquer coisa liga-me. Bella»
Coloquei o cinto de segurança, mal Zayn pusera o carro a trabalhar. Não falámos nada durante o caminho todo, mas sentia os olhos dele constantemente pousados no meu rosto como se conseguisse adivinhar no que os meus pensamentos roíam.
E se o que eu tivesse previsto estava para acontecer? Seria possível? Seria possível acontecer na minha idade?
- Chegámos – disse Zayn.
Subimos, lado a lado, as escadas imaculadas do hospital St Thomas, em Lambeth. Marquei uma consulta de urgência na receção; ainda teria que esperar algum tempo, mas não me preocupei muito. Zayn estava comigo.
- E já começas a dar nas vistas… - comentei em voz alta na sala de espera, revirando os olhos.
- Hum?
Olhei seriamente para a outra ponta da sala e Zayn seguiu-me o olhar, encontrando um grupo de quatro amigas. Segredavam qualquer coisa, bastante animadas e interessadas em observar Zayn dos pés à cabeça. Ele olhou-as por um segundo sem qualquer interesse. Voltou a olhar para mim.
- É sempre assim, na maior parte dos casos.
Estalei a língua, mudando de postura na cadeira.
- A verdade é que eu acho que vocês até gostam – respondi, olhando para as notícias em direto na televisão. Pelo canto do olho, consegui ver que ele semicerrava os olhos e escondi um sorriso.
- Se calhar até gosto, sim.
Inclinei levemente a cabeça na sua direção, sabendo que as palavras dele apenas serviam para me provocar.
- Nunca te cansas de ser sempre o alvo das atenções? – Perguntei de repente.
Ele suspirou, lançando o olhar na direção de onde eu anteriormente tinha colocado o meu; nas notícias sobre a nova tour dos One Direction.
- Às vezes. Admito que é realmente cansativo não poder passear por um parque sem me preocupar com os meus ouvidos ou a minha pele – piscou-me o olho. – Mas isso faz parte da vida de alguém querer influenciar outros.
- Estás a falar da tua música – afirmei.
Ele assentiu com um movimento positivo da cabeça.
- Menina Isabela? – Chamou uma enfermeira à porta da sala.
- Sou eu – respondi, levantando-me da cadeira com Zayn logo atrás de mim.
- Siga-me, por favor.
Antes de sair da sala de espera, consegui ver que uma das raparigas tinha-se afastado das outras, que tinha avançado até ao lugar onde Zayn estava sentado. As suas mãos seguravam um pequeno papel e uma caneta branca. O meu olhar encontrou o dela, segundos antes de a deixar de ver.
Senti os braços de Zayn a envolverem-me a cintura, transmitindo-me segurança para o que pudesse vir atormentar-nos no futuro. Esbocei um pequeno sorriso antes da enfermeira se virar para nós e indicar-nos passe verde para entrar no consultório.
- Faça favor, menina Isabela – disse o médico.
Entrei no pequeno consultório, sentando-me na primeira cadeira à minha frente. Zayn fechou a porta atrás de si e sentou-se, logo de seguida, na cadeira ao lado da minha. Agarrou-me na mão e esperou.
- O que a fez marcar uma consulta de urgência, menina Isabela? Na ficha que tenho aqui, diz que é portuguesa e que só há pouco tempo conseguiu tratar dos papéis do seguro de saúde, é correto?
- Sim, senhor doutor – confirmei com um sorriso fechado.
- Diga-me o que se passa.
Trinquei o lábio e olhei para Zayn.
O olhar dele dizia que esperava pelo que eu não lhe dissera à frente de minha casa.
Não tinha ali a minha mãe ou o meu pai para falarem por mim. Portanto, era só eu. Apenas eu, com o Zayn Malik ao meu lado a apertar a minha mão com suavidade. Tinha que falar.
- Doutor, eu penso ter cancro da mama.

5 comentários:

  1. Demaisss! Agora só queria saber o porquê de ela já suspeitar :P

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  2. nao nao nao :'(( pq e q sera q ela ja suspeitava?? :'(((

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    1. depois verás joaninha :c e caaaaalma x.x

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    2. jurote que estou mesmo viciada nisto e esquecome q e so uma historia :p

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