- Desaparece,
daqui a pouco a minha mãe acorda e depois quero ver! – Reclamei baixinho, à
porta de casa.
Zayn não me
largava a cintura, colocando persistentemente beijos no cimo da minha cabeça. Os
meus braços criavam barreiras laterais ao seu pescoço, enquanto as minhas mãos
brincavam com os cabelos dele perto da nuca. Um sorriso tolo embelezava a sua
face.
- Depois ela
descobre que a sua linda filha foi raptada por um cantor famoso, levada para
uma ilha no meio do oceano pacífico. – Aproximou os lábios do meu lóbulo da
orelha e sussurrou: - Sem roupa ou qualquer outra coisa com que se pudesse
tapar.
Estremeci de
prazer, imaginando como seria viver com ele vinte e quatro horas por dia, numa
ilha deserta. Pareceu-me uma ideia estupenda, sem sarcasmos ou ironias.
Zayn abraçou-me
com força e eu senti uma dor aguda no peito, nos seios. Silvei de dor e ele
largou-me de imediato.
- Estás bem? –
Perguntou com preocupação.
Olhei para ele,
torcendo o nariz. Massajei os seios e estranhei ao sentir um caroço, no seio
esquerdo.
- Que se passa?
– Insistiu ele.
Abanei a cabeça
negativamente.
- Estranho –
comentei em voz alta. – Estou a sentir um caroço no seio e não acho que seja normal.
Como não tinha
notado nada antes?
- Podes levar-me
ao hospital? – Perguntei, olhando subitamente para ele. Tem de ser, é a única explicação para tudo o que tem acontecido.
- Bella, não me assustes. O que se passa?
Os seus olhos
estavam mais esbugalhados que o normal e eu mordi o lábio.
Sabia que podia
confiar nele, mas se nem mesmo eu tinha certezas, porquê preocupá-lo? Porquê
metê-lo tão ou mais nervoso que eu?
- Zayn, quando
lá chegarmos explico tudo. Levas-me?
Ele observou-me
durante algum tempo e depois assentiu. Subi as escadas em passo rápido e tomei
banho em dez minutos. Assim que me encontrei despachada, peguei na mala e desci
as escadas, dirigindo-me à cozinha.
«Mãe, saí com o Zayn. Não sei quando volto,
mas não te preocupes. Qualquer coisa liga-me. Bella»
Coloquei o cinto
de segurança, mal Zayn pusera o carro a trabalhar. Não falámos nada durante o
caminho todo, mas sentia os olhos dele constantemente pousados no meu rosto
como se conseguisse adivinhar no que os meus pensamentos roíam.
E se o que eu
tivesse previsto estava para acontecer? Seria possível? Seria possível
acontecer na minha idade?
- Chegámos –
disse Zayn.
Subimos, lado a
lado, as escadas imaculadas do hospital St Thomas, em Lambeth. Marquei uma
consulta de urgência na receção; ainda teria que esperar algum tempo, mas não
me preocupei muito. Zayn estava comigo.
- E já começas a
dar nas vistas… - comentei em voz alta na sala de espera, revirando os olhos.
- Hum?
Olhei seriamente
para a outra ponta da sala e Zayn seguiu-me o olhar, encontrando um grupo de
quatro amigas. Segredavam qualquer coisa, bastante animadas e interessadas em
observar Zayn dos pés à cabeça. Ele olhou-as por um segundo sem qualquer
interesse. Voltou a olhar para mim.
- É sempre
assim, na maior parte dos casos.
Estalei a
língua, mudando de postura na cadeira.
- A verdade é
que eu acho que vocês até gostam – respondi, olhando para as notícias em direto
na televisão. Pelo canto do olho, consegui ver que ele semicerrava os olhos e
escondi um sorriso.
- Se calhar até
gosto, sim.
Inclinei
levemente a cabeça na sua direção, sabendo que as palavras dele apenas serviam
para me provocar.
- Nunca te
cansas de ser sempre o alvo das atenções? – Perguntei de repente.
Ele suspirou,
lançando o olhar na direção de onde eu anteriormente tinha colocado o meu; nas
notícias sobre a nova tour dos One Direction.
- Às vezes.
Admito que é realmente cansativo não poder passear por um parque sem me
preocupar com os meus ouvidos ou a minha pele – piscou-me o olho. – Mas isso
faz parte da vida de alguém querer influenciar outros.
- Estás a falar
da tua música – afirmei.
Ele assentiu com
um movimento positivo da cabeça.
- Menina
Isabela? – Chamou uma enfermeira à porta da sala.
- Sou eu –
respondi, levantando-me da cadeira com Zayn logo atrás de mim.
- Siga-me, por
favor.
Antes de sair da
sala de espera, consegui ver que uma das raparigas tinha-se afastado das
outras, que tinha avançado até ao lugar onde Zayn estava sentado. As suas mãos
seguravam um pequeno papel e uma caneta branca. O meu olhar encontrou o dela,
segundos antes de a deixar de ver.
Senti os braços
de Zayn a envolverem-me a cintura, transmitindo-me segurança para o que pudesse
vir atormentar-nos no futuro. Esbocei um pequeno sorriso antes da enfermeira se
virar para nós e indicar-nos passe verde para entrar no consultório.
- Faça favor,
menina Isabela – disse o médico.
Entrei no
pequeno consultório, sentando-me na primeira cadeira à minha frente. Zayn
fechou a porta atrás de si e sentou-se, logo de seguida, na cadeira ao lado da
minha. Agarrou-me na mão e esperou.
- O que a fez
marcar uma consulta de urgência, menina Isabela? Na ficha que tenho aqui, diz
que é portuguesa e que só há pouco tempo conseguiu tratar dos papéis do seguro
de saúde, é correto?
- Sim, senhor
doutor – confirmei com um sorriso fechado.
- Diga-me o que
se passa.
Trinquei o lábio
e olhei para Zayn.
O olhar dele
dizia que esperava pelo que eu não lhe dissera à frente de minha casa.
Não
tinha ali a minha mãe ou o meu pai para falarem por mim. Portanto, era só eu.
Apenas eu, com o Zayn Malik ao meu lado a apertar a minha mão com suavidade.
Tinha que falar.
- Doutor, eu
penso ter cancro da mama.

Demaisss! Agora só queria saber o porquê de ela já suspeitar :P
ResponderEliminaróbvio que vão saber o porquê x)
Eliminarnao nao nao :'(( pq e q sera q ela ja suspeitava?? :'(((
ResponderEliminardepois verás joaninha :c e caaaaalma x.x
Eliminarjurote que estou mesmo viciada nisto e esquecome q e so uma historia :p
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