quinta-feira, 8 de maio de 2014

New Begginning - Capítulo 128


Não voltou a discutir comigo, deu-me um beijo na testa, um beijo que se transformou numa suave carícia. Os seus braços procuraram envolver-me e encostou a cabeça no meu pescoço. Fechei os olhos, sentindo a sua respiração quente na minha pele. Arrepiei-me com a sensação e tremi ligeiramente debaixo dos seus braços. Soube que ele tinha sorrido com isso.
Sussurrou-me uma ordem de recolha, então caminhámos calmamente de volta a casa. Tranquei a porta com a chave e desliguei todas as luzes, depois de descalçar as botas. Subimos as escadas em silêncio. Fechei a porta do quarto, um hábito e uma necessidade sempre que Zayn dormia cá. Deitei-me, observando-o a despir o casaco de cabedal, a camisa formal, as calças de ganga preta e suspirei perante aquela visão, o simples ato de tirar a roupa do dia-a-dia que naturalmente se assemelhava a um espetáculo de striptease com classe.
Juntou-se a mim e puxou os lençóis até ao cimo das nossas cabeças, tapando-nos por completo. Levei a mão à parede, apalpando até encontrar o interruptor e desligar a luz. Já só conseguia ouvir as nossas respirações e não tinha a certeza se o sono chegaria em poucos minutos ou se ainda ficaria acordada algum tempo.
- Zayn? – Sussurrei.
Ele ronronou em resposta e eu percebi que estava quase a adormecer. Mexeu-se um pouco e senti as suas mãos chegarem-se ao meu corpo.
- Encosta-te a mim, meu amor – pediu, chamando-me em português.
Fiz o que pediu, sempre com o cuidado dos meus braços encontrarem um ponto confortável onde pudessem descansar. Acabei por encostar as minhas mãos no seu peito, a minha testa contra a sua e entrelaçámos as nossas pernas.
- Lembras-te quando me foste buscar ao hospital? – Perguntei baixinho.
Ele demorou a responder e por momentos pensei que tivesse adormecido. Mas remexeu-se.
- Hm.
Trinquei o lábio.
- Já passou quase um mês – murmurei ainda mais baixo.
- Eu lembro-me bem – respondeu no mesmo tom e percebi que expressara um sorriso presunçoso. Eu teria rido se fossem outras circunstâncias.
A minha menstruação nunca chegava a um atraso de dois dias, no máximo. Nunca tivera problemas em calcular a altura do mês. E já deveria ter vindo na semana a seguir a termos estado juntos.
- Já passou quase um mês – murmurei de novo. – Estou atrasada, Zayn.
- De quanto tempo?
Apesar de ele ter perguntado, eu sabia que já não estava a raciocinar. Suspirei.
- Três semanas.
O silêncio abateu-se sobre nós. Eu estava preocupada, mas não era capaz de pensar sequer que poderia ser algo mais... preocupante. A verdade é que acontecia-nos a todas, certo? Em algum ponto da nossa vida algo se descontrola, nada de grave, nada de especial, apenas um inconveniente. Era o mais provável, mas surpreendi-me quando os meus pensamentos se entorpeceram entre orações aos santos e às divindades.
A sensação de um leve roçar na minha anca acordou-me de um sono agitado. Afastei o quer que estivesse a provocar-me essa sensação, ainda não estava preparada para acordar. Queria dormir mais um pouco.
“Bella... Bella...”, alguém me chamou.
- Acorda, meu amor.
Pisquei os olhos algumas vezes, inebriados ainda pela sonolência, obrigando-os a abrir sucessivamente. Continuávamos na mesma posição com que adormeceramos, à exceção das nossas pernas já não se encontrarem entrelaçadas, o que me fez suspeitar que ele já tivesse saído da cama.
- Já tomaste o pequeno-almoço? – Perguntei.
- Sim, a tua mãe fez bolo de chocolate para nós – um sorriso iluminou-lhe o rosto.
Dei uma risada, plenamente consciente que quando Harry chegasse não teríamos hipótese alguma de voltar a comer sequer uma migalha.
Ao remexer as pernas senti uma humidade desconfortável entre as perdas. Inclinei o rosto para as minhas coxas e notei uma mancha vermelha onde o vinco das calças de pijama fazia contacto com as minhas cuecas, e consequentemente, com o meu íntimo.
Senti-me aliviada e envergonhada ao mesmo tempo.
- Tenho de ir tomar banho e preparar-me – disse-lhe. – Podes dar-me alguma privacidade?
- Sempre tomámos banho juntos – retorquiu.
Trinquei o lábio, sentindo um ardor nas bochechas.
- Sim, mas hoje prefiro tomar banho sozinha.
Ele fixou-me o rosto, examinando-me. O seu olhar desceu para a minha cintura e involuntariamente apertei as coxas; demasiado óbvio.
- Ohh...
Fechei os olhos com o embaraço. Zayn riu-se de mim e depois deu-me um beijo rápido antes de sair da cama. Agradeci-lhe e quando me levantei percebi que não sujara os lençóis da cama. Era uma mais-valia, menos uma preocupação. A rapidez com que Zayn percebera que eu estava menstruada era sinal de que a nossa confiança enquanto homem e mulher tinha evoluído bastante e eu estava contente com isso.
Peguei em duas peças de roupa interior ao calhas, optei por uma sweatshirt azul-escuro e umas leggings pretas. Foi complicado tomar banho, sempre que levantava os braços sentia a pele ser puxada e provocava-me uma dor aguda nas zonas envolta dos seios. Ter pedido a Zayn para tomar banho sozinha talvez tenha sido um erro.
Deixei-me ficar sentada na banheira, com a água a escorrer-me pelo corpo, pensando se devia chamá-lo ou não. Depois de três vezes a tentar ensaboar o cabelo e as costas percebi que não valia o esforço que fazia. Gritei o seu nome o máximo que pude.

3 comentários:

  1. Moreeeeee! I need moreeee :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sim, mas adoro falar em Inglês! :) Mas tenho a certeza que a tua fic deve ser lida por outras nacionalidades, e se ainda não é vai ser.. Pk ela é espetacular :)

      Eliminar