domingo, 2 de março de 2014

New Begginning - Capítulo 122


Harry assentiu, voltando a afastar-se.
Virei-me de novo para Zayn, varrendo Louis, Harry e todas as minhas outras preocupações – não que eles fossem realmente um fardo para mim – para uma gaveta da minha mente. Ainda não tivera tempo suficiente para olhar bem para ele e tocá-lo.
- Leva-me para bem longe daqui – pedi-lhe com urgência, impulsionando o meu corpo contra o dele, fazendo-o desequilibrar-se ligeiramente.
Uma das melhores coisas da minha relação com Zayn é que a comunicação realmente não era um problema. Ele olhou para mim durante uns segundos e deu-me um beijo rápido.
- Entra no carro – ordenou com suavidade.
Dei a volta ao seu Bentley, sentindo o coração aos pulos e a minha felicidade a chegar ao auge.
Já não me recordara há quanto tempo Zayn estivera ausente. Nunca mais me preocupei em contar os dias ou os meses (muito esporadicamente), de certa forma, a minha doença terminal obrigava a consciência a desligar-se de coisas banais – no meu caso, de lidar com o tempo.
Zayn trancou as portas do carro e aumentou o volume do seu leitor; reconheci o cover de Sleepwalking dos Bring Me The Horizon, da banda The Wild Life. Sempre que ele fazia isto era sinal de que a viagem não seria curta. E eu ansiava por isso mais do que imaginava. Agarrei na mão livre dele. Levou-a aos seus lábios, beijando-me a palma fria, o que me fez sorrir.
- Não tens medo que eu te rapte? – Perguntou, exibindo um sorriso presunçoso.
- Nem um bocadinho. Mas podes dizer para onde me levas?
- Se te vou raptar, não podes saber – piscou-me um olho.
A certa altura da viagem deixei-me adormecer. Acordei com os lábios suaves de Zayn no meu pescoço, provocando-me arrepios e uma sensação prazerosa. Olhei em volta, reparando apenas num belo prado à nossa frente banhado pelo sol quente.
- Onde estamos? – Perguntei enquanto bocejava.
Ele deu-me um sorriso brincalhão. Mais um lugar que eu não viria a saber o nome. Revirei os olhos.
Saímos do carro e Zayn encostou-se ao capô, colocando-me à sua frente enquanto me abraçava.
- Podes fazer isto sempre que te apetece?
- O quê? Agarrar-te assim? – Perguntou de volta, apertando-me as mãos e puxando-me ainda mais contra ele.
Senti todo o calor do meu corpo inclinado para um certo ponto do meu ventre.
- Não... Fugir.
Ele enterrou o rosto no meu cabelo junto ao meu pescoço.
- Posso e faço-o sempre que quero. – Murmurou ao meu ouvido. – E se pudesse fugia contigo.
O meu coração derreteu. Eu tinha tantas saudades dele.
Virei-me de frente para Zayn, sem me afastar muito, para lhe dar um beijo e agarrá-lo contra mim com toda a força que ainda me restava. Zayn prendeu-me contra ele tão desesperado quanto eu. As suas mãos procuraram a minha cintura e impulsionavam frequentemente o meu corpo contra o dele. Grande parte dessas vezes sentia o ar ser-me retirado pelas ideias pouco convencionais que me surgiam de flashback na mente.
Vez ou outra afastávamo-nos e olhávamos um para o outro e, involuntariamente, trincava o lábio; o que o deixava louco, eu sabia bem. Sentia-o cada vez mais em toda a parte do meu corpo. Por onde as mãos dele passavam, a minha pele fervia e exalava calor ou pelo menos eu sentia-me quente sempre que os seus dedos frios e macios subiam a minha espinha e faziam círculos na minha pele.
Depois as suas mãos desceram ao meu traseiro, apertando-o e fazendo-me silvar de desespero. Olhei-o através das minhas pestanas. Zayn levantou-me no ar para me prender entre o capô e o seu corpo. Eu sorri de deleite.
- Eu amo-te, mas já tenho saudades de me sentir dentro de ti – a sua voz era rouca no meu ouvido.
A minha imaginação voou entre aquelas palavras.
- Make me blow – murmurei tentando ao máximo fazer a minha voz soar melosa e um pouco inocente.

Arrepiei-me com o estremecimento do corpo dele e do volume dentro das suas calças pretas. A minha mente transbordava de imaginações puramente carnais.

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