segunda-feira, 3 de março de 2014

New Begginning - Capítulo 123


A adrelina corria-me nas veias. Saber que não estamos numa divisão longe de olhares curiosos mas sim num espaço aberto onde não conseguimos controlar isso, é deveras excitante. Será que ele estaria disposto a isso? Penso que não. Ele é famoso, oito em cada dez pessoas sabe quem ele é com toda a certeza. E eu também não o faria passar por isso, trazer-lhe-ia má imagem nos tablóides e estariam os quatro cantos do mundo a falar da nossa aventura sexual em pleno espaço aberto.
Porém, admito que a ideia era tentadora.
- Era capaz de bater um recorde qualquer ao tirar-te a roupa em segundos. – Disse Zayn com a voz ofegante.
- Acaba com a tortura e vamos para um sítio qualquer. Por favor, Zayn. – Parecia estar em agonia, mas não o conseguia evitar.
Foi difícil largá-lo para voltar para dentro do carro. Pelo menos eu sabia que mesmo que esperássemos trinta minutos, uma hora, duas horas valeria bem a pena, pois o olhar que eu vi nos seus olhos era de puro desejo.
Zayn colocou as chaves na ignição, ligou o carro, trancou-o e colocou a música a um volume considerável. Esperou cinco segundos até eu ter colocado o cinto, olhando-me bem fixamente em vários pontos do meu corpo, eu sentia-o. Quando olhei para ele ainda me mirava. Fez marcha atrás e deu a volta, ganhando velocidade a uma velocidade extrema, nunca largando o meu olhar. Só quando desviei o meu para a frente é que ele fez o mesmo.
Eu não sabia onde é que estávamos e sinceramente não queria saber. Tudo o que conseguia pensar era nele dentro de mim. Nas suas mãos a percorrer as minhas ancas e as minhas coxas, os seus lábios a criar fogo e ardor no meu ventre enquanto me torturava para que lhe suplicasse. Na sua respiração quente contra a minha pele. Na sensação de agarrar mais uma vez o seu cabelo forte e macio. Só pensava nas cócegas e nos arrepios que a sua barba me provocaria no meu ponto vital...
Sem que eu reparasse, já sentia a minha roupa interior molhada e as minhas mãos a arranhar as calças de fato de treino velhas.
Zayn notou e o sangue subiu-me ao rosto. Ouvi-o rir.
- Despacha-te – murmurei.
- Vamos para minha casa.
A voz dele fazia-me vibrar. Ou era o Bentley? Ele conduzia a uma velocidade descomunal. O que mais me preocupava é que eu já estava excitada e algures na minha cabeça tinha feito a soma de Zayn a conduzir a mais de 150km/h e a adrelina que percorria o meu corpo; o total era uma completa... perdição.
Suspirei ruidosamente e o seu olhar voltou a ser colocado sobre mim. Eu não aguentava mais.
Soltei o cinto de segurança e virei-me para ele enquanto me equilibrava no banco.
- O que estás a fazer? – Perguntou, disfarçando o choque.
- Não tires as mãos do volante e está atento à estrada – ordenei.
Trinquei o lábio, hesitante. Queria provocá-lo, fazê-lo desejar-me e distraí-lo o suficiente para saber que não lhe sou indiferente. Zayn já me tinha provado várias vezes que me amava. Mas não quero ser uma desilusão quando o meu corpo definitivamente não é dos melhores. Ainda para mais com todas as modelos, cantoras e atrizes que eles se cruzam pelo menos dez vezes por mês.
Coloquei-me de cócoras, virada para ele. Apoiei-me com uma mão no banco dele e inclinei-me. Beijei-o no canto da boca, leve e deliberadamente. Ele não parecia diferente. Depositei vários beijos na sua bochecha, no seu queixo e na sua testa. Não estava a resultar nada. Zayn continuava a conduzir à mesma velocidade que, a meu ver, não era o suficiente para chegarmos rápido a casa dele.
Então desci a minha mão livre até ao seu tronco, na esperança de poder sentir alguma parte do seu corpo antes de chegar à que eu mais pretendia. Agora sim ele se agitava.
- Estou a conduzir, Bella – ele tentou aclarar a voz.
- Não é rápido o suficiente – murmurei, impulsionando a minha mão contra o seu volume dentro das calças e apertando-o.
Pregou o pé bem fundo no acelerador, o que me fez corar, pois nunca me tinha ocorrido que ele encurtaria mais a distância a que estávamos de saciar o nosso desejo; nem mesmo por sexo. Contudo, Zayn fazia isso mesmo. Enquanto eu o acariciava no rosto e lhe dava leves chupões no pescoço e o fazia estremecer com as lambidelas na orelha, ele estava tenso e completamente hirto no banco.

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