segunda-feira, 15 de outubro de 2012

New Begginning - Capítulo 2


Chegámos a Londres e o céu estava cinzento. Coisa que eu odiava. O céu era azul e o Sol tinha a missão de iluminar o dia desde as seis da manhã até às oito da noite. Devia ser assim sempre, não apenas durante o Verão e a Primavera. Diabos peguem Hades por ter capturado Perséfone, e assim Zeus ter feito um acordo entre ele e Deméter para que Perséfone passasse seis meses na Terra e os outros seis meses no Submundo.
- Oh Hades, Hades, porque és tão mau? – Suspirei para mim.
A minha mãe chamou um táxi e bem tentou falar com o taxista, mas o inglês dela era fraco. Indiquei, então eu, a nossa nova morada. A minha mãe já tinha visto como era a casa, na internet, mas deixou com que tudo fosse uma surpresa para mim e para o Sam.
Ficava em Lambeth, segundo me tinha dito. E parecia que íamos ter vizinhos portugueses. A minha mãe até podia não ser grande especialista a falar inglês, mas tinha feito os trabalhos de casa a descobrir tudo sobre a nossa nova vida.
- É isto? – Perguntei, chocada ao olhar para uma moradia velha, as paredes feitas em pedra e as portas vermelhas, a cor já a lascar. O telhado, nem vale a pena referir quantos buracos tinha.
Mas a minha mãe parecia satisfeita.
- Não é maravilhoso? – Respondeu, inspirando o ar em força.
Fiz um esgar.
- Saímos de Portugal, do nosso lindo apartamento, para vivermos nesta casa que não tem nada a ver connosco? E ainda por cima num sítio isolado!
- Mãe, olha o que eu encontrei! – Gritou Sam, dentro do pátio da casa e com um gatinho coberto de fuligem. Tinha uma ferida grave num olho e diversos arranhões.
- Oh não – murmurei.
Larguei as malas e corri para pegar no gatinho que miava. Tomei-o com cuidado nos meus braços e ele olhou para mim inocentemente. Reparei que tinha coleira e algo escrito, “Panda”.
- Coitadinho – disse a minha mãe, chegando ao pé de mim.
- Podemos ficar com ele? Podemos? Podemos? Podemos? – Pediu Sam.
Fitei a minha mãe.
- Seria uma ótima companhia para ele – comentei.
Ela refletiu durante algum momento. Depois olhou para a coleira do gato.
- Tem dono – concluiu.
Fiz um esgar.
- E se ficarmos com ele só até o dono aparecer?

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