quinta-feira, 18 de outubro de 2012

New Begginning - Capítulo 20


Zayn levantou-se, com o meu irmão ao colo, e com todo o cuidado possível, para não o acordar, passou-o para os meus braços. Levei-os até à porta, mas só depois me lembrei.
- Rapazes, os números de telefone! – Murmurei. – Ainda só tenho o do Zayn. – Quando disse aquilo, corei um bocadinho, porque a maneira como o tinha dado, tinha sido um pouco sádica. Como tinha Sam nos meus braços, e o telemóvel estava no bolso da sweatshirt, não o conseguia tirar.
- Ajudem-me, um de vocês.
Louis meteu-se logo à frente deles. Depois ficou com um ar embaraçoso. Eu fingi não notar naquela ansiedade dele de me ajudar, então pedi a ele.
- Tira-me o telemóvel do bolso, por favor.
Ele fez o que lhe pedi, e olhou para o ecrã do telemóvel.
- Que foi? – Perguntei.
Ele arqueou uma sobrancelha e virou o telemóvel para mim.
Shit, é a foto com o Nuno. Nuno era o meu ex-namorado.
- É o meu ex. Tenho que tirar essa fotografia, mas não tenho mais nenhuma e detesto fundos “despidos”.
- Então preferiste uma foto com o teu ex, a beijarem-se?
Suspirei.
- Não impliques, Louis, marca-me apenas o teu número de telefone e guarda, por favor.
Em vez disso, ele tirou uma foto a ele mesmo.
- Que estás a fazer? – Perguntei, num tom de voz que quase acordou o meu irmão. Baixei o tom. – Que vais fazer?!
Ele remexeu em qualquer coisa no telemóvel e, por fim, mostrou. Tinha colocado a foto como fundo. Abanei a cabeça em tom de reprovação.
- Silly.
Ele sorriu ternamente. Depois passou o telemóvel a Harry. Este riu-se ao olhar para o ecrã.
- Looking good, Louis – comentou.
Quem não estava a gostar muito era Zayn, e eu não entendia porquê. Sem se dar conta de que eu o estava a mirar, fez um trejeito enquanto Harry e Louis comentavam a foto deste último.
- Que se passa, Zayn? – Piquei-o. Ele olhou para mim, com os olhos bem abertos.
- Nada. Temos que ir, rapaziada.
- Sim, sim – reclamou Louis.
Despedimo-nos todos; chamei a minha mãe, claro, para também se despedir.
- E que tal se amanhã vieres connosco a uma discoteca? – Perguntou-me Louis, animado.
- Eu gosto de discotecas. – Sorri, matreira. – Que discoteca?
- Lillies Bordello – respondeu Zayn. – Não deves conhecer.
Sorri-lhe amargamente.
- Se não sou de cá, é óbvio que não conheça, querido.
- Então? Vens? – Perguntou Louis, metendo-se à frente.
Fiz um esgar.
- Não tenho como ir. Não percebo nada desta cidade, não conheço nada.
- Ainda – sorriu Harry. – Nós vimos buscar-te, não há problema.
Passei o peso do corpo do meu irmão para o outro lado do corpo.
- De certeza?
- Absoluta – respondeu Louis.
Depois de mais umas quantas trocas de palavras, vim para dentro e fui diretamente ao quarto de Sam, metê-lo dentro da cama. Ele remexia-se algumas vezes, o que me punha com medo porque ele era sonâmbulo. Todos os dias levantava-se da cama enquanto dormia e vinha ter ao meu quarto, onde depois se enfiava na cama e dormia. A minha mãe é que me disse; reparava que era coincidência a mais isso acontecer sempre que eu saía. Cuja sentença era todos os dias. Mas isso era em Lisboa. E eu agora pretendia acalmar um pouco, não só por causa de Sam, mas também por mim. Claro que ia sair sempre que me apetecesse; mas ia, também, ter mais cuidado com isso.
Inclusive estávamos numa zona isolada de Londres, e não havia transportes de noite. Eu não sabia conduzir, e não podia sujeitar a minha mãe a vir buscar-me todos os dias a um lugar diferente, às duas ou três horas da noite.
Simplesmente não ia acontecer.

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