segunda-feira, 15 de outubro de 2012

New Begginning - Capítulo 9


- Rápido! Vamos embora imediatamente, o táxi demora ainda a chegar aqui, vamos a pé até Londres e procuramos um veterinário.
A minha mãe ainda não percebera, mas quando viu o gatinho desmaiado nos meus braços, arregalou os olhos e apressou-se a ir buscar os casacos.
- O que aconteceu? – Choramingava Sam à minha volta.
- Calma Sam, ele está vivo. Apenas se sente cansado e fraco, está bem? Está tudo bem. Está tudo bem. – Apesar de dizer aquilo para o meu irmão, repetia a frase mais para mim do que para ele.
Abri a porta de casa e saí disparada, desorientada e sem saber bem para onde ir. O bairro estava calmo, não se via ninguém a passear pela rua. Raciocinei por uns momentos e segui pelo caminho que o táxi tomou da primeira vez. A minha mãe e o meu irmão vinham atrás de mim.
- Devíamos ter chamado um táxi, Isabela, o gato não vai aguentar até Londres.
- Cala-te, ele vai aguentar.
Enquanto virávamos para um lado, nos movimentávamos para outro, avistei um grupo de jovens do outro lado da estrada. Não pensei duas vezes e corri até eles.
- Desculpem – falei em Inglês. – Por favor, ajudem-me. Onde posso encontrar um veterinário aqui perto?
Eles olharam para o pequeno enroscado nos meus braços e uma rapariga abriu a boca em O. Ficaram atrapalhados, até que um rapaz louro e de olhos verdes, com cara de duende, me indicou por onde eu devia ir.
- Sobes esta rua até chegares ao café, depois viras para a direita e segues em frente, sem parar. Mal chegues aos semáforos, de certeza que te darás conta da loja de animais ao lado. Eles não são veterinários mas tratam de animais abandonados e feridos.
- Obrigada. – Sorri com sinceridade e chamei a minha mãe em português. – Vamos, já sei onde ir.
Segui as indicações do rapaz, subi a rua, a custo e já os braços a doerem-me de tanto tempo estarem na mesma posição. Virei à direita e corri um bocado, com o Sam ao meu lado sempre a perguntar-me se o gato estava vivo ou morrera.
- Sam, ele não morreu, para de chorar! – Gritei-lhe.
Já tinha reparado nos semáforos e olhava agora para todo o lado, à procura da loja de animais. Do outro lado da rua, vi um letreiro “Pets Shop”. Não havia nenhum movimento de carros ou viaturas, então corri sem olhar para os dois lados. A minha mãe repreendeu-me, mas não liguei.
Entrei de rompante na loja e a senhora de trás do balcão levantou a cara para me ver.
- Por favor, ajude-me – supliquei.
Ergui um pouco o gatinho nos meus braços e ela tirou os óculos.
- Minha nossa – murmurou.
- Encontrei-o no chão, desmaiado. – Expliquei. – Um rapaz indicou-me a sua loja, disse que vocês tratavam de animais abandonados ou feridos. Eu e a minha mãe não sabíamos mais para onde ir. Diga-me que me consegue ajudar.

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