A minha mãe aproximou-se de mim e automaticamente passei-lhe Sam para
os braços. Fui atrás do homem, com Louis no meu encalce.
- Nós encontrámos o gato – continuei a reclamar – ele estava no nosso
pátio!
Ele virou-se para mim e travou-me.
- Vens só tu. A tua mãe e o teu irmão podem ir para casa. Como é que
te chamas mesmo?
- Isabela.
- Agarra no gato, Louis. Entra no carro. – ordenou.
Não gostava daquele homem.
Enquanto eles se organizavam, expliquei tudo à minha família.
- Vais sozinha? – Perguntou a minha mãe. – Porque não podemos ir?
- Talvez porque não haja mais lugares na carrinha, mãe. Não sei. Mas
também não interessa. Eu ficarei bem, vai para casa.
- Bella – chamou Sam. Ele olhava-me inocentemente e com as lágrimas
nos olhos. – O que vai acontecer ao gatinho, mana?
Afaguei-lhe o cabelo.
- Ele vai ficar bem, puto. Não te preocupes. Toma conta da mãe, sim?
– Pedi-lhe. Ele assentiu.
Entrei na carrinha, e surpreendentemente não me sentia nervosa.
Apenas preocupada com o gato.
Louis ia ao meu lado.
- Queres pegar nele? – Perguntou e só depois é que eu percebi que ele
se dirigia a mim.
Olhei melhor para ele e alguma coisa fez clique na minha cabeça.
Estalei a língua.
- Já vos estou a reconhecer – afirmei demasiado alto. – Vocês são
daquela banda famosa que esteve hoje não sei onde no centro de Londres. Bem me
parecia que o teu nome não me era estranho.
Ele riu-se.
O rapaz do cabelo encaracolado, Harry, ia à frente ao lado do homem
Frank. Mas ia virado para trás, encarando-nos e riu-se também.
- Também não me és estranha, Bella. – Disse ele.
Sorri enviesadamente.
- Não me estás a reconhecer? Sou a amiguinha do vosso amigo Zayn. A
estranha que foi ter com ele às traseiras do centro comercial.
- A rapariga do cigarro? – Louis soltou uma gargalhada firme. – Bem
me parecia estar a reconhecer essas pernas – piscou-me o olho.
Senti-me corar.
- E onde vamos mesmo? – Perguntei, desviando o assunto. Peguei no
telemóvel e reli a mensagem de Zayn.
- Ao veterinário – respondeu Louis.
- E onde é que isso fica?
- Southwark.
“Querido Zayn, antes
de mais, uma pergunta. És muito mandão, não és? Pareceu-me que sim. Sabes,
mandões não se safam comigo. Southwark. No veterinário. Agora. Xoxo, rapariga
mistério.”
Enviada, pensei.
Sorri automaticamente e Harry reparou. Semicerrou os olhos.
- Estás a sorrir porquê?
Como simpatizei com os rapazes, decidi contar-lhes o que acontecera
entre mim e Zayn. Harry riu.
- Então ele ainda não sabe o teu nome? Assinaste mesmo a mensagem
como “Rapariga mistério”?
- Não sejas diabólico, ó encaracolado – reclamei. – Não me ocorreu
mais nada.
Senti o telemóvel vibrar. Levei a mão à boca, parecendo tímida.
- Ups, deve ser ele. – Dei uma risadinha.
Não estava errada.


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