segunda-feira, 15 de outubro de 2012

New Begginning - Capítulo 11


- Que estás aqui a fazer, Harry? – Perguntou ela ao rapaz com o cabelo encaracolado. Ele cumprimentou-a com um beijo na bochecha.
- Olá mãe. O Frank trouxe-nos.
Ela revirou os olhos.
- Até aí já tinha percebido, rapaz.
- Desculpem, mas conseguem ou não ajudar o Panda? – Perguntei, um pouco impaciente. – Mãe, agarra no Sam.
Avancei até eles, para espreitar o que estava o tal Frank a fazer. O outro rapaz – dos olhos azuis – não me era estranho. Tinha a certeza que já o vira em algum lado, mas não me recordava onde. Ele olhou para mim e sorriu timidamente.
- És o Louis? – Perguntei, lembrando-me do que a senhora Anne tinha dito ao telefone. Ele acenou com a cabeça, afirmando. – Então o gato é teu.
Frank resmungou, fazendo com que todos olhassem para ele.
- A situação não é positiva, menina – disse, dirigindo-se a mim. – Como é que Panda foi envenenado?
- Nós encontrámo-lo no pátio da nossa casa, ferido. Levámo-lo para dentro, e nessa altura ele já devia estar envenenado.
- Bella, que se está a passar? – Perguntou a minha mãe em português. Eu olhei para ela.
- Antes de encontrarmos o gato, ele foi envenenado e penso que suspeitam de nós.
- Mas não fizemos nada – replicou Sam. Correu até mim com os braços abertos e eu apanhei-o. Notei que Louis observava-nos o que me intimidou.
Nesse momento, o meu telemóvel vibrou no bolso e eu tirei-o. Era uma mensagem de um número desconhecido. Abri para ver.
“Ainda não sei o teu nome. E quero o meu isqueiro; é de valor sentimental. Encontra-te comigo esta noite em frente ao London Eye. Zayn”
Resmunguei. Agora mandava em mim? Detestava que mandassem em mim. Guardei o telemóvel sem responder.
- Quem é? – Perguntou o meu irmão.
- Um amigo – sorri-lhe. – Diga-me Frank, - dirigi-me ao homem – consegue ajudar o gato ou não? Nós não fizemos nada, não seriamos capaz.
Olhei de relance para Louis. Ele dava festinhas no gato.
- Precisa de ser levado para o veterinário mais próximo, não consigo perceber o que lhe aconteceu. Eu levo-o.
- Eu vou consigo. – Afirmei.
Ele negou.
- A partir de agora é connosco.
- Frank, a rapariga estava muito preocupada, e o irmão só chorava – interveio Anne. Olhei para ela e sorri, agradecendo a defesa.
O homem pegou no gato.
- Harry, abre-me a carrinha.
Harry saiu da loja.
- Você não pode fazer isto! – Gritei.

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