Olhei-me ao espelho e a maquilhagem estava toda borratada. Peguei num
disco de algodão, coloquei uma gota de desmaquilhante sobre ele e comecei a
retirar o blush e as sombras de olhos, juntamente com o rímel.
Depois despi-me para tomar um banho rápido de água fria e vesti o
pijama. Quando voltei para o quarto, larguei as roupas no chão – como sempre –
e deitei-me com cautela junto do meu irmão. Envolvi-o nos meus braços, fazendo concha e esperei até adormecer.
Quando já estava embriagada com o sono, sobressaltei-me com o som do
telemóvel a vibrar. Abri os olhos, a custo, e fui a resmungar até à bolsa que
estava em cima da cadeira. Vi tudo desfocado; pisquei durante algum tempo os
olhos e li “Mensagem recebida de Mr. Sexy”.
Se não fosse o facto de eu ainda me lembrar do que acontecera à porta de minha
casa, com Louis, teria sorrido despropositadamente.
“Está tudo bem?”, dizia na mensagem.
Eu questionava-me frequentemente se podia confiar em Harry, visto que
ainda só o conhecia há dois dias. De facto, tinha sido irreverente quando
estive com eles na discoteca, mesmo ainda que eles continuassem como
desconhecidos na minha vida e eu na deles.
“Sim, porquê?”, decidi responder.
Esperei, nervosa e a roer as unhas, pela resposta dele. Fixei a foto
de Louis no ecrã do meu telemóvel e não tive coragem de a apagar.
Por um lado era completamente incompreensível as minhas ações.
Porque, se eu não estava minimamente interessada nele ou não sentia nada, nem
mesmo amizade por circunstâncias óbvias, qual era a razão para eu o ter deixado
beijar-me e ainda não ter eliminado a fotografia dele do meu telemóvel?
Ou talvez estivesse errada.
E se eu sentisse alguma coisa? E o estivesse a negar a mim própria?
Eu conhecia casos destes, via na televisão em diversos filmes quando uma pessoa
era levada a fazer coisas que pensava não sentir. E eu podia estar a sentir
qualquer coisa – mesmo que fosse uma pequena réstia de interesse – pelo Louis.
De certo modo, havia de se me compreender. Louis era giro, um galã autêntico de
olhos azuis como a linha do horizonte entre o mar e o céu num dia de
temperaturas quentes e céu limpo.
O beijo tinha sido doce.
O telemóvel vibrou nas minhas mãos e apressei-me a abrir a mensagem.
“O Louis não
regressou ao clube. Tive que ser eu a levar a Eleanor a casa.”, dizia a mensagem
de Harry.
Comecei a ficar nervosa, a pensar se tinha acontecido alguma coisa.
“Mas está tudo bem
com ele? Onde é que ele está?”
Tive que esperar mais ou menos cinco minutos até Harry me responder,
já eu imaginava cenários de que algo tivesse acontecido a Louis. Quando recebi
a seguinte mensagem, suspirei de alívio, mas depressa me alarmei de novo:
“Posso ir aí ter?
Prefiro falar cara a cara.”
Refleti durante uns minutos.
“Está bem. Vou estar
na porta à espera.”
Desliguei a luz do candeeiro e saí em bicos de pé do quarto, fechando
a porta atrás de mim.
Não tive que esperar muito tempo. Pouco depois, Harry vinha no seu
Audi R8, na madrugada fria de domingo. Saiu do carro, com o capuz a cobrir a
sua cabeça, não na medida de se proteger do frio, mas de se esconder.
- Isso é frio, ou medo de te verem entrar na minha casa? – Perguntei
em voz baixa.
Ele retirou o capuz, soltando os caracóis selvagens que ansiavam por
liberdade. Olhou para mim e fletiu os ombros.
- Nunca se sabe quem está à espreita. Sou reconhecido mundialmente,
inventam imensas coisas sobre mim.
Revirei os olhos.
- Eu posso ainda não conhecer Londres muito bem, mas aqui em Lambeth,
especificando esta rua – olhei em volta – acho que não há muitas pessoas às –
olhei para o relógio – duas da manhã a rondarem a zona. Ainda para mais paparazzi.
Entrámos para conforto da minha casa, e só depois percebi que a casa
estava quente porque a minha mãe tinha feito lareira. Esta ainda estava acesa.
- Eles já estão a dormir, temos que fazer pouco barulho – referi,
sussurrando.
Sentámo-nos à frente da lareira, em cima da carpete cor de sangue.
Peguei num tronco da pilha de lenha que estava do lado direito da lareira e
pousei-o em cima das cinzas e da ténue chama que ainda clareava com fraqueza o
espaço. A certa altura o tronco começou a arder.
- Então o que te traz aqui? – Perguntei, mesmo tendo uma pequena
noção do que ele queria falar.
Harry olhou para mim atentamente e esfregou as mãos uma na outra.
Depois de um tempo em silêncio, ele falou.
- O Louis está bem. Ligou ao Liam a explicar que apenas precisava de
ir para casa descansar. – Fez uma pausa dramática. – Mas eu sei que aconteceu
alguma coisa.
Trinquei o lábio, nervosa e a deixar o olhar vaguear por todo o lado.
- Porque pensas que aconteceu alguma coisa? – Murmurei.
- Eu sei que aconteceu.

amooooo debbie! sou a tua fã numero 1 xoxo marta :)
ResponderEliminarasdfghjklç não digas disparates, até parece que tenho uma legião de fãs aqui :3 hihi, ainda vai haver muitas surpresas ! ;) keep reading, love ya xx
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