terça-feira, 16 de outubro de 2012

New Begginning - Capítulo 17

Chegámos à porta de minha casa e ficaram todos especados a olhar. Resmunguei.
- A sério? A sério que vão ficar aí especados a olhar?
Zayn fez um esgar.
- É… pequenina.
- Comparada com as nossas – comentou Harry.
- Mas parece ser acolhedora – acrescentou Louis.
Semicerrei os olhos. Respirei fundo, contei até cinco e suspirei.
- Querem entrar? – Convidei.
Entreolharam-se. Harry encolheu os ombros, Louis olhou para mim com um sorriso e Zayn fitava-me arqueando uma sobrancelha.
Chegámos à porta de casa e bati.
- Ainda não tenho chave – justifiquei-me a eles. A minha mãe abriu a porta, e com uma expressão de surpresa saudou-nos. Do pouco que sabia inglês, sabia desenrascar-se para as primeiras impressões.
- Sou a Laura – sorriu para os rapazes.
- O Sam? – Perguntei em português.
Ouvimos um grito vindo do andar de cima e depois alguém a correr pelas escadas abaixo. Vi o meu irmão.
- Mana! – Guinchou ele.
Corri até ele, esquecendo que os rapazes me estavam a ver, e peguei no meu irmão ao colo enquanto gritava “Booboo”, a alcunha que lhe tinha posto.
Quando Booboo nasceu, pedi à minha mãe para que me desse autorização de falar com o meu irmão unicamente em inglês, para que assim ele tivesse duas línguas nativas desde pequeno. Claro que foi confundindo algumas palavras em português e inglês, mas acabou por saber distinguir ambas as línguas. Até porque o meu irmão era demasiado inteligente para a sua idade.
- Queres vir ver uns amigos meus? – Perguntei em inglês.
- Não. – Respondeu ele, escondendo a cara.
Louis sorriu, enquanto olhavam para nós. Eu sorri-lhes de volta. Aproximei-me deles e falei de novo para Sam.
- Olha lá, Booboo, são feios – sussurrei em português. – E não sabem português, podemos brincar com eles e nem saberão!
O meu irmão remexeu-se no meu colo. Puxou-me o cabelo e riu.
- Isso doeu, pirralho. Vá, olha lá para eles – murmurei.
O meu irmão virou-se lentamente. Os rapazes estavam sorridentemente idiotas, e quando ele os viu, riu desalmadamente. Dei uma risada também.
- Eu disse-te, Booboo! Mas vá, maneiras – ordenei num tom de voz sério. Zayn olhou-me. – Olha – sussurrei para Sam – vai perguntar-lhe o nome.
Eles não ouviram o que eu chegara a dizer ao meu irmão, então larguei-o no chão e ele foi lentamente ter com Zayn. Olhou para cima, erguendo toda a pequenina cabeça e perguntou:
- Tens nome?
Zayn fez um ar confuso. Sorriu e acocorou-se em frente ao meu irmão.
- Zayn.

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