Chegámos à porta
de minha casa e ficaram todos especados a olhar. Resmunguei.
- A sério? A
sério que vão ficar aí especados a olhar?
Zayn fez um
esgar.
- É… pequenina.
- Comparada com
as nossas – comentou Harry.
- Mas parece ser
acolhedora – acrescentou Louis.
Semicerrei os
olhos. Respirei fundo, contei até cinco e suspirei.
- Querem entrar?
– Convidei.
Entreolharam-se.
Harry encolheu os ombros, Louis olhou para mim com um sorriso e Zayn fitava-me
arqueando uma sobrancelha.
Chegámos à porta
de casa e bati.
- Ainda não
tenho chave – justifiquei-me a eles. A minha mãe abriu a porta, e com uma
expressão de surpresa saudou-nos. Do pouco que sabia inglês, sabia
desenrascar-se para as primeiras impressões.
- Sou a Laura –
sorriu para os rapazes.
- O Sam? –
Perguntei em português.
Ouvimos um grito
vindo do andar de cima e depois alguém a correr pelas escadas abaixo. Vi o meu
irmão.
- Mana! –
Guinchou ele.
Corri até ele,
esquecendo que os rapazes me estavam a ver, e peguei no meu irmão ao colo
enquanto gritava “Booboo”, a alcunha que lhe tinha posto.
Quando Booboo
nasceu, pedi à minha mãe para que me desse autorização de falar com o meu irmão
unicamente em inglês, para que assim ele tivesse duas línguas nativas desde pequeno. Claro que foi
confundindo algumas palavras em português e inglês, mas acabou por saber
distinguir ambas as línguas. Até porque o meu irmão era demasiado inteligente
para a sua idade.
- Queres vir ver
uns amigos meus? – Perguntei em inglês.
- Não. –
Respondeu ele, escondendo a cara.
Louis sorriu,
enquanto olhavam para nós. Eu sorri-lhes de volta. Aproximei-me deles e falei
de novo para Sam.
- Olha lá,
Booboo, são feios – sussurrei em português. – E não sabem português, podemos
brincar com eles e nem saberão!
O meu irmão
remexeu-se no meu colo. Puxou-me o cabelo e riu.
- Isso doeu,
pirralho. Vá, olha lá para eles – murmurei.
O meu irmão
virou-se lentamente. Os rapazes estavam sorridentemente idiotas, e quando ele
os viu, riu desalmadamente. Dei uma risada também.
- Eu disse-te,
Booboo! Mas vá, maneiras – ordenei num tom de voz sério. Zayn olhou-me. – Olha
– sussurrei para Sam – vai perguntar-lhe o nome.
Eles não ouviram
o que eu chegara a dizer ao meu irmão, então larguei-o no chão e ele foi
lentamente ter com Zayn. Olhou para cima, erguendo toda a pequenina cabeça e
perguntou:
- Tens nome?
Zayn fez um ar
confuso. Sorriu e acocorou-se em frente ao meu irmão.
- Zayn.

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