segunda-feira, 15 de outubro de 2012

New Begginning - Capítulo 16


- Eu tenho que ir andando, fofinho…
Ri-me daquilo. Eles olharam para mim.
- Desculpem, tinha uma coisa entalada na garganta.
- Porque não ficas mais tempo? – Perguntou ele, com olhos de cachorrinho abandonado.
- Porque não posso ficar, tenho que ir ter com o resto da banda e estou muito cansada.
Aquilo era hilariante.
- Tenta ficar – pedi também, mas desejando fervorosamente para que se metesse a andar.
Ela abanou a cabeça.
- Não dá mesmo, Zayn. Adeus rapazes – acenou para Harry e Louis e puxou Zayn lá para fora.
Eu ainda conseguia vê-los lá fora a despedirem-se, perto do carro de Zayn. Ela estava de costas para cá e Zayn de frente, o que resultava em: se ele olhasse para a nossa mesa, encontrava o meu olhar curioso.
Que foi o que acabou por acontecer.
Eles deram um beijo demorado. Mas ele manteve os olhos abertos, ficando a olhar para mim enquanto eu o encarava. Para o provocar, lambi lentamente o lábio superior de uma ponta à outra. Aí, ele fechou os olhos e dançou com Perrie.
- Aquilo que fizeste à Perrie, foi muito bem feito.
- Desculpa, o quê?
Virei-me para os rapazes. Tinha sido Louis quem falara. Ele sorriu.
- Ela mereceu.
- Só fiz aquilo porque ela gozou um pouco com a minha cara. Detesto que façam pouco de mim.
Ele assentiu.
- Percebo-te. Quando ela vê raparigas bonitas junto de Zayn, fica um pouco insegura e dá nisto. Mas ela é porreira.
- Até parece que sou uma coisa de outro mundo. – Sussurrei.
- Que disseste?
- Nada. – Esbocei um sorriso e voltei a comer.

No final do jantar, cada um pagou a sua conta. Eu tive que contar com a ajuda de Louis para pagar a minha conta, faltavam-me seis libras.
- Obrigada por teres ajudado, Louis – agradeci-lhe, dando-lhe uma pancadinha no ombro. – Quando chegar a casa devolvo-te o que devo.
Ele abanou a cabeça.
- Não quero reembolsos nenhuns. Ficamos bem assim.
- Não estás a perceber. Eu vou pagar-te. – Afirmei com toda a certeza.
Ele pôs-se à minha frente, tapando Zayn do meu campo de visão. Louis era mais alto. Bastante mais alto que eu. Colocou um dedo no meu queixo para que eu levantasse a cara e ficássemos a escassos centímetros de distância. Aquilo pôs-me nervosa. Mas mantive um tom de brincadeira.
- Não me estás a dever nada, Bella – ele olhou para os meus lábios e trincou o inferior dele.
- Seis libras ainda é dinheiro.
Ele resfolegou.
- Por favor, rapariga, sou rico – piscou o olho. Depois sorriu durante um tempo. Alguém atrás dele, impaciente, chamou-nos. Louis resmungou – Está bem Zayn, estamos a ir. – Voltou a olhar para mim. Depois largou-me e virou costas.
Harry aproximou-se.
- Ouve Bella, é só para te dizer que o Zayn não é assim, mal-humorado, como hoje ele foi. Algo deve ter corrido mal, e nós vamos tentar perceber o quê.
Eu sentia-me como uma intrusa na vida deles.
- Harry – chamei-o, cansada, e pondo a mão na cabeça para refletir. – Acontece que foi precisamente hoje que vos conheci, e já o primeiro dia correu mal. Queres saber uma coisa a meu respeito? Costumo ser bastante supersticiosa, acredito nos sinais. E quando a primeira impressão não corre bem…
A minha voz desvaneceu-se. Ele percebia o que eu queria dizer. Durante um certo tempo ele não reagiu, ficando a olhar para o chão.
- Sabes o que é que nos fez, a mim e ao Louis, jantar contigo esta noite? – Perguntou ele, de repente.
- Não.
Ele ergueu o olhar.
- O Zayn explicou o vosso episódio e que tu não o reconhecias. Ora, se não o reconhecias, não nos conhecias a nós. Depois voltaram a encontrar-se…
- Eu fui ter com ele – interrompi Harry, com um sorriso.
- … ou isso – ele resfolegou. – E na loja de animais não fizeste nenhum alarido, não nos olhaste fixamente, não perguntaste se éramos os One Direction. Às vezes sentimos falta disso. Do anonimato.
Um carro apitou, e eu dei um salto com o susto. Olhei para o carro de Zayn, e tinha sido ele. Começou a rir, juntamente com Louis.
- Nem sabem o que lhes espera. – Sussurrei.
Harry fez um esgar.
- É melhor não perguntar, pois não?
- Não – suspirei.
Eles levaram-me a casa – com alguma dificuldade, porque até voltar a encontrar o caminho que eu conhecia, ainda demorámos um pouco. Louis ligou ao homem Frank a perguntar por Panda. Ainda não havia notícias. Os veterinários não sabiam o que se passava com o gatinho, não sabiam o que tinha ingerido nem onde tinha andado porque não havia vestígios. No estômago não tinha nada, o que era estranho. Voltaríamos a saber amanhã de manhã.

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