segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

New Begginning - Capítulo 75


Ele olhou para mim com seriedade.
- Podes fechar a porta de casa, por favor? Preciso de falar contigo.
Estava a ficar assustada. Quando nos diziam “Preciso de falar contigo”, é porque não vinha aí coisa boa.
- Não me assustes, Louis – pedi, enquanto fechava a porta. – Não vás de…
- Acabei tudo com a Eleanor – interrompeu-me.
- Desculpa, o quê? – Gritei, a minha voz parecendo um pouco esganiçada.
Os seus olhos cintilavam de excitação.
- Não podia continuar mais com aquela relação. Não podia continuar a magoá-la, quando o que sinto por ti é mais do que suficiente para saber que já não a amo.
Sentia-me abismada, totalmente sem palavras. Nunca cheguei ao ponto de pensar que Louis realmente iria acabar com a Eleanor, baseando-se no que sente por mim.
- Isso é completamente…
- O quê? – Perguntou ele, entusiasmado.
- Disparatado!
O seu rosto perdeu toda a animação.
- Tu não gostas realmente de mim, Louis, tu pensas que gostas! – Continuei a dizer.
Ele agarrou-me nos braços e empurrou-me contra a parede.
- É que nem ponderes em duvidar do que eu sinto por ti, Isabela. – Murmurou, bastante próximo do meu rosto. – Não sou nenhum rapaz excitado ao ver um rabo de saias.
Fez uma pausa, mas eu não respondi.
- E não foi o teu corpo… tremendamente perfeito e pequeno que me fez ficar interessado em ti.
A minha garganta estava seca por causa das revelações dele.
- Então foi o quê? – Murmurei, tão baixinho que pensei que ele não ouvira.
Louis defrontou bem os meus olhos, e eu soube adivinhar o que tinha sido que o fez ficar atraído por mim.
- Tu não vês… mas eu vejo. Esses olhos grandes e curiosos. Belos…
Surpreendeu-me ele dizer “Belos” em português. Tinha que admitir que Louis era bastante romântico.
- Só os olhos? – Sussurrei.
Apesar de saber que não o devia fazer, sentia-me tentada a provocá-lo, pois pressentia que ele aí me iria beijar.
Oh meu Deus, eu estava a pecar tanto…
Louis pegou na minha mão e colocou-a em cima do seu peito.
- Sentes isto? – Perguntou.
O seu coração batia aceleradamente, e eu acenei que sim.
- Ele fica assim sempre que te vê.
As palavras de Louis sempre mostravam um romantismo tal que não me era indiferente. E eu sabia – tal como a minha mãe dissera na outra noite – que eu gostava de Louis. Não o podia negar. Também não podia dizer que o amava, porque eu sabia o que era amar, e ainda não estava a acontecer isso. Pelo menos em relação a ele.
- N-não sei o que te dizer – gaguejei.
Ele sorriu.
- Deixo-te nervosa?
Senti-me corar e desviei o olhar dele.
- Louis para – pedi.
Ele puxou-me pela cintura, fixando o meu corpo no dele. Não resisti, rodeando o seu físico com os meus braços, tal e qual o que ele me fazia. Era bom senti-lo.
Sorriu e aproximou-se, dando-me um beijo nos lábios. Desta vez eu não senti que era errado. Desta vez eu não tinha a cabeça a andar à roda, porque não havia nenhum sentimento de culpa. Desta vez eu gostei ainda mais do que da última vez.
Louis parecia insaciavelmente desesperado por sentir mais o meu corpo, pois ele empurrava-me com força contra o dele, mesmo sabendo que estávamos praticamente um em cima do outro. De qualquer das maneiras, só não pudemos quebrar o recorde do beijo mais duradouro, porque o meu irmão apareceu, soltando a maior gargalhada dele que eu já ouvira.
- Mãe, o Nouis e a mana estão-se a beijar! – Gritou Sam.
As maçãs do meu rosto ardiam de vergonha.
- Desaparece, pirralho! – Gritei, tentando dar-lhe uma palmada no rabo, mas ele conseguiu escapar, fechando outra vez a porta de casa.
Olhei para Louis, embaraçada.
- Desculpa – disse-lhe.
Ele deu uma gargalhada, colocando um dedo no meu queixo e levantou-me o rosto.
- Pelo menos tenho a aprovação de Booboo.
- Ele não se vai calar depois de ter visto o que viu.
- Não te preocupes – disse Louis, dando-me um beijo na testa. – Antes que me esqueça – meteu a mão no bolso. – Era isto que eu te queria dar.
Abriu a mão à minha frente, revelando duas joias.
- Oh Louis – murmurei, espantada com a beleza daqueles broches.
Eram revestidos em tinta dourada e na parte superior tinham umas inscrições antigas desenhadas. Supus ser grego.
- É para te reconhecer no meio de tantas deusas – justificou ele, recordando-me que Zayn dissera o mesmo. – Mas vais ser a mais linda, por isso, não precisarei de me aproximar de mais nenhuma.
Não sabia o que havia de dizer. Limitei-me apenas a sorrir.
Entrei em casa – depois de me despedir dele – e a minha mãe olhou para mim, à espera que eu dissesse algo.

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