Entre Zayn e
Perrie, acontecia o mesmo. E acontecia com regularidade ele falar nela em
entrevistas para revistas, ou como acontecera no Ustream, com Scott Mills. A
dada altura da interview em direto
para a internet, cada um falou de uma tatuagem sua. Todos menos Niall, que não
tem – mantém-te assim Niall, pensei
na altura. Zayn falou na tatuagem da monossílaba «ZAP!», afirmando que muita
gente acreditava servir para a tradução de «Zayn and Perrie». Devo dizer que
acreditei por momentos que era mesmo disso que se tratava, mas assim que ele
disse que não significava isso, fiquei mais aliviada.
Sentia falta de
Harry.
- Porque não
voltas a falar com eles? – Perguntou-me Laura.
- Ma… Laura,
não sei se devo fazê-lo. – Admiti.
- Eles vão
gostar de voltar a falar contigo. Liga-lhes, Bella.
Refleti naquilo
o resto do dia.
Por voltas das
sete da noite, encostei-me junto ao muro por trás de minha casa. Acendi um
cigarro e liguei a Harry.
“Sabes, ler o teu nome no visor do telemóvel
fez-me sorrir”, disse ele assim que atendera o telemóvel.
- Olá Harry –
comecei por dizer, sorrindo.
“Como estás, Bella?”
- Penso que quem
devia fazer essa pergunta era eu. Afinal, eu é que me afastei.
Senti uma
pontada de tristeza atacar-me o peito.
“Nós percebemos porque o fizeste. Até mesmo o
Louis o entende”.
Suspirei.
- Como é que
ele está, Harry?
“Está bem. Envergonhado perante todos nós,
com o que fez. Principalmente com Zayn.”
- Com Zayn? –
Arqueei uma sobrancelha. – Porquê com Zayn?
Harry começou a
gaguejar.
“Sabes… porque… ó Bella, sei lá. Porque… hum…
então e o Sam? Como está ele?”
Não estava a
perceber nada. Havia qualquer coisa que me estavam a esconder. E eu não
entendia o quê.
- Harry podes
passar por aqui? – Pedi, tentando esconder a raiva que sentia, não a
transportando para a voz. – Gostava muito de te voltar a ver.
“Está bem, pequena Bella. Estou aí em quinze
minutos.”
Durante quinze
minutos esperei ansiosamente por Harry, pensando no porquê de Louis se sentir
envergonhado especialmente por Zayn.
Havia ali gato. Eu sabia que me escondiam algo, e tinha que descobrir o quê.
Tocaram à
campainha.
Fui a correr
abrir a porta.
- Finalmente
chegaste – disse a Harry. Avancei até ele, dando-lhe um abraço forte. Ele
também me apertou. – Desculpa ter-me afastado – murmurei.
- Não tem mal,
pequena. Nós sabemos que só o fizeste para salvar o que o Louis e a Eleanor
têm. – Ele fez uma pausa. Afastou-se, olhando para mim – Se bem que… não
resolveu de nada.
Adquiri um ar
interrogativo.
- Eles podem
até estar juntos, mas os rapazes sabem que o Louis já não sente o mesmo por ela
como sentia há mais de onze meses atrás.
- E a culpa é
minha – conclui.
Harry abanou a
cabeça.
- Nada disso,
Bella, a culpa não é tua nem de ninguém.
- Mas é de mim
que ele sente algo. Eu não sou burra.
- O Louis até
pode gostar de ti, mas não o admite ao Zayn porque… - Harry reparou no erro que
cometera assim que se ouviu a falar e ter visto o meu rosto surpreso perante
aquela afirmação.
- Não o admite
ao Zayn porquê, Harry? – Sussurrei. Ele ia para falar, mas interrompi-o – E nem
tentes dizer que te enganaste a falar, porque isso seria como dizer à Rainha de
Inglaterra que te enganaste a roubar as joias da coroa real, caso te apanhassem.
Ele fez um
esgar e ficou a olhar para mim.
- Quero a
verdade, Harry. Já. – Ordenei.

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