segunda-feira, 19 de novembro de 2012

New Begginning - Capítulo 59


Assenti, subindo as escadas. O espaço era amplo e havia imensas mesas rodeadas de sofás. Mesmo à minha frente, mal coloquei o pé no primeiro andar, estava o bar que ocupava todo o espaço de dois metros à frente a partir da parede. Só essa zona estava iluminada por luzes amarelas que refletiam os tons castanhos do bar e da estante atrás dos barmans com as inumeráveis bebidas. Reconheci Perrie que pedia algo ao rapaz. Ela olhou na minha direção, reconhecendo-me também, mas não fez qualquer forma de cumprimento. Apesar disso, diverti-me com o choque nos seus olhos, enquanto me olhava de cima a baixo.
No canto do fundo, à frente do bar, vi Zayn e Liam rirem-se. Avancei até lá, colocando um pé à frente do outro de maneira exuberante e sentindo o cabelo a abanar. Penso que no momento em que eles olharam para mim, o resto das pessoas que lá se encontravam – a maioria eu não conhecia – viraram a cara para saberem também por que razão estavam eles tão fixadores. Exprimi um sorriso rasgado.
- Olá a todos – cumprimentei por cima da música.
Harry passou por mim, apressando-se em cumprimentar cada pessoa. Deixei-me ficar em pé, porque como é óbvio, não ia cumprimentar quem não conhecia. Porém, vi Marie e esta sorriu, acenando com a mão. Fiz o mesmo, piscando-lhe o olho. Depois virou-se para Niall, provavelmente porque este a chamara.
Posteriormente, o meu inconsciente já se tinha preparado para o que aí antevira; Perrie passou por mim e fingiu tropeçar, entornando o copo para cima do meu peito. Senti o corpo tremer e arrepiar-se por completo, assim que tive o líquido a descer pela abertura do meu corpete, passando por entre os seios e caindo na minha barriga, por aí abaixo.
- Nossa, desculpa – disse ela, num tom que parecia de preocupação, mas eu sabia que estava recheadíssimo de sarcasmo.
Não foi preciso ver que todos se tinham levantado para assistir ao espetáculo. O que Perrie não sabia, é que eu já tinha anos de preparação na maneira como reagir àquele tipo de provocações. Entre tantas maneiras que eu tinha em como refilar àquela provocação, escolhi aquela a que eu chamo de Lambidela Gelada.
Olhei para o meu peito, vendo um cubo de gelo entre os seios. Levantei o rosto, dando uma risadinha que instalou a confusão na cara de Perrie. De seguida, peguei no cubo, coloquei-o à minha frente e com sensualidade, lambi-o, sabendo-lhe o gosto a uísque velho. Fiz uma careta de criança.
- Tens um péssimo gosto, querida Perrie. – Depois fiz questão de mostrar que a olhava de cima a baixo – Se bem que este horrível sabor a uísque perfaz totalmente a tua pessoa.
 Deixei o cubo de gelo cair no chão, ouvindo o estilhaçar. Reparei que todos nos olhavam e saí da frente dela, dirigindo-me à casa de banho. Na realidade, eu não sabia onde era, apenas me limitei a ir à outra ponta do primeiro andar, descobrindo duas portas distintas. Entrei na casa de banho das mulheres, trancando-a. Despi o corpete e peguei em papel, limpando a humidade que sentia no corpo e que me resfriava sem que eu o quisesse.
Bateram à porta.
- Sim? – Perguntei.
- É a Marie – disseram do outro lado. – Posso entrar?
Fiquei um pouco nervosa, porque mesmo estando de soutien, eu não era capaz de mostrar as minhas costas e a minha barriga a outra pessoa.
- Esperas um bocadinho? – Perguntei. – Estou a acabar de me vestir.
- Está bem.
Não me demorei muito, então quando tive a certeza de que ela não iria ver nada, abri a porta.
Marie entrou com um sorriso que lhe rasgava o rosto. Ela era linda, alta e com uns lábios que faziam inveja às modelos que davam os seus à publicidade de batons.
- O que fizeste foi absolutamente…
- Irresponsável? Absurdo? – Interrompi. Suspirei – Eu sei.
- Não – disse ela, os olhos a brilhar. – Genial! Foi genial, Bella!
Riu-se em bom som, dando dois saltos pequenos.
- A Perrie merecia – afirmou-me, acenando que sim com a cabeça. – Notei logo que ela fizera de propósito. Eu estava atenta, sabes?
A exuberância naquela rapariga impressionava-me. Dei uma risada, não por causa do que ela dizia, mas da maneira como o dizia.
- Obrigada Marie, ao menos uma pessoa que me entenda.
Ela agarrou-me nos braços, olhando-me fixamente.
- Uma pessoa? Oooh, não – disse ela. – Os meninos acharam que a Perrie mereceu, mas não se prenunciam por causa de Zayn. E a Olivia e a Eleanor tiveram que se conter porque senão desatavam-se a rir.
Questionei-me por que referiu-se Marie aos rapazes como meninos.
- Eu pensava que vocês se davam bem com a Perrie.

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