quarta-feira, 21 de novembro de 2012

New Begginning - Capítulo 64


As minhas olheiras eram horríveis. Em pequena, no infantário e durante a minha infância, faziam pouco de mim por causa das olheiras. Por serem tão negras, perguntavam-me ironicamente se tinha levado com algo na cara. Pelo menos não me puseram nenhuma alcunha, e agradeço a Deus por não terem sido espertos o suficiente para isso.
- Bella – chamou-me Zayn, despertando da minha lembrança.
- Estou só a arranjar coragem – respondi-lhe com sinceridade.
Arfei, virando-me para ele, mas mantendo a cabeça baixa. Mirei o seu corpo, e não resisti a ter pensamentos impróprios.
- Não sejas tonta – disse ele com uma voz doce.
Colocou o dedo indicativo debaixo do meu queixo e obrigou-me a erguer o rosto. Encontrei os seus olhos que me deixaram a tremer os joelhos. Ele era profundamente lindo, e eu sentia-me profundamente envergonhada por Zayn Malik estar no meu quarto, à minha frente e a suster o meu queixo com o seu dedo. Trinquei o lábio inferior que tremia, graças à minha vontade de chorar.
- Agora vês por que estava eu a esconder-me – murmurei, a minha voz tremendo e falhando.
Mas Zayn continuou a olhar-me, como se quisesse que eu me sentisse confiante em vez de insegura.
- Não vejo nada de errado em ti, Bella – sussurrou ele.
- Perfeita mesmo é a Perrie, não é?
Assim que percebi o que eu dissera, o arrependimento foi instantâneo. E Zayn arregalou os olhos. Tive receio de que reagisse com irritação, mas o que ele fez deixou-me absolutamente sem palavras.
Pegou-me ao colo, e com medo de cair, dei um grito, agarrando-lhe o pescoço. Levou-me até à cama, pousando-me com cautela. O meu coração batia aceleradamente e as minhas maçãs do rosto ardiam. Zayn olhou para as minhas pernas, estendendo-as. Voltou a olhar-me, tão intimamente que me fez sentir a alma exposta. Deitou-se em cima de mim, intercalando as nossas pernas e o ar faltou-me; solucei duas vezes, fazendo-o sorrir insidiosamente.
- No words – pediu.
Enquanto prendia os meus olhos com os dele, Zayn levantou a mão, passando levemente o seu dedo pela minha testa. Não consegui resistir e fechei os olhos, sentindo mais potentemente o seu toque.
Senti-o percorrer as linhas do meu rosto; olhos, nariz, maçãs, lábios…
Conseguia imaginar os ciúmes que atolavam os corações das fãs de Zayn; nem sequer deviam saber da minha existência, provavelmente estavam agora a supor que Zayn estava com Perrie. Mas estavam erradas. Ele estava comigo e eu sabia quão sortuda eu era.
Abri os olhos e Zayn continuava a mirar-me. Vários arrepios tomaram conta do meu corpo mal a sua mão percorreu o meu queixo e acariciou depois o meu pescoço.
A minha respiração parou, e a mão dele também; exatamente em cima do meu coração que batia ruidosamente.
- Não tenhas medo – murmurou.
- Quem disse que estou com medo?
Zayn aproximou o seu rosto do meu, deixando poucos centímetros – se não milímetros – a separar os nossos lábios. Eu sabia que aquilo era errado.
- Não faças isso – pedi.
- Não faço o quê? – Retorquiu, esfregando os lábios na minha bochecha direita.
Se eu lhe fosse a pedir para parar, seguiria o que está certo, mas iria contra todos os meus desejos. Não era preciso ser-se génio para saber que eu não queria que ele parasse. Zayn podia continuar o que tão bem estava a fazer, que eu não reclamaria.
Pensa melhor, Isabela, ele não é teu e isto não está correto!
Os seus lábios desceram até ao meu pescoço, provocando-me calafrios até não mais. O meu corpo tremeu perante o efeito que ele causava em mim.
- Zayn – murmurei, tanto de aviso como de prazer.
Logo mordeu-me o ombro e, num instinto, afastei-me dele. Levantou a cabeça e olhou-me.
Ambos sabíamos que o que estava a acontecer era errado, porém, do meu lado era mais forte eu querer que continuássemos. E tenho a certeza que do lado dele também. Se não fosse o caso, ele não estaria a provocar-me.
- Zayn – murmurei de novo, sentindo os olhos semicerrar automaticamente.
Ele fixou o olhar nos meus lábios, e eu soube que desejava beijar-me.
- Força – murmurei, e posteriormente ele lambeu os lábios lentamente, como se os preparasse para o passo seguinte. – Não tenhas medo – dei uma risadinha.
Um sorriso formou-se no seu rosto e, por fim, Zayn avançou.
Quando os seus lábios tocaram nos meus, e a sua língua se envolveu com a minha, o mundo pareceu-me demasiado cruel por me estar a matar aos bocadinhos. Não sei que sensação era aquela que estava a sentir, Nuno nunca tinha criado aquele efeito em mim. Cada vez que o nome deste rapaz da banda famosa, Zayn Malik, me vinha ao pensamento, sentia-me derreter porque me vinha à memória o nosso primeiro beijo. Então com esta sua investida, a sensação era mais forte.
Tão depressa quanto o seu avanço até aos meus lábios, Zayn afastou-se.

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