O tempo passou,
e quando já passava da uma da manhã, era quando a música estava realmente boa.
O DJ era ótimo e já não se via quase ninguém na zona do bar ou das mesas. Vi
Niall estender a mão a Marie e esta aceitar; levantaram-se e foram até às
escadas, para descerem até à pista de dança. Temi que Zayn fizesse o mesmo a
Perrie, mas este não se prenunciou. Todavia, Ryan levantou-se.
- O meu convite
continua de pé – anunciou-me, fazendo com que toda a gente me olhasse.
Eu não tinha a
certeza se Louis ou Zayn ia sentir ciúmes. Era óbvio que eu queria que sentissem,
mas com Perrie ali, o mais provável seria que Zayn nem sequer notasse. Então obriguei-me
a esquecer que ele me tinha usado, e que Louis só queria ter-me como garantida.
Levantei-me,
sorrindo e tomando a mão que Ryan me tinha estendido.
Descemos até à
pista de dança, mas não nos limitámos a ficar por perto das escadas ou da
porta. Ryan puxou-me até ao centro do aglomerado de pessoas e incitou-me a
dançar.
- Quero ver
como te mexes – murmurou-me ao ouvido, e depois afastou-se, sorrindo.
Prestei atenção
à música, sentindo a batida. Fechei os olhos e fiz o melhor que sabia fazer:
dançar.
A dança
dividia-se em diversos tipos de danças, e até mesmo as discotecas tinham um
tipo. No entanto, não se dava nome ao conjunto de movimentos que toda a gente
sabia fazer numa pista de qualquer discoteca. Apenas se dançava consoante o que
sentíamos, nada mais.
Precisamente nesse
momento em que eu fazia o que Ryan me pedira, senti umas mãos pousarem-se na
minha cintura. Abri os olhos, virei a cara e encontrei o seu rosto
perigosamente próximo do meu. Retornei o corpo para ele, dando um passo atrás.
- Já viste o
suficiente? – Perguntei, quase a gritar.
Ele semicerrou
os olhos, fingindo pensar com seriedade. Depois abanou a cabeça negativamente e
com um dedo, chamou-me para que me aproximasse.
Honestamente,
eu sabia que isto não levaria a lado nenhum. Zayn não se iria importar se eu
dançava com outro rapaz. Afinal, “não podemos começar isto”. E Louis, apesar de
indiretamente mostrar que gosta de mim, não fica realmente incomodado com as
minhas escolhas que levam a que a nossa relação nunca passará mais do que pura
amizade.
Então, por que
não aproveitar?
Aproximei-me de
Ryan, deixando-o rodear a minha cintura com os braços. As suas mãos pousaram-se
em cima das minhas nádegas, e ele apertou-as gentilmente. Ao som de Skrillex,
ele foi puxando-me a pouco e pouco até que eu estivesse completamente contra o
seu corpo. Após encostarmos as testas uma à outra, olhando os corpos ficarem
plenamente juntos, Ryan levou-me a mexer a cintura.
Durante o resto
da música, e mais três de duração quatro minutos cada uma, fomos provocando-nos
mutuamente. Então para o deixar angustiado, parei de dançar e desuni-me a ele.
- Preciso de
beber qualquer coisa – justifiquei.
Ao subir as
escadas, olhei para a pista de dança e vi Niall e Marie quase a beijarem-se.
Parei para ver, mas uma rapariga interrompeu-os, pedindo um autógrafo a Niall.
- Só podia –
resmunguei.
Voltei para a
mesa, e faltava mais de metade das pessoas; Josh o baterista, Liam, Louis e
Eleanor e Olivia. Harry arrumava o telemóvel, Perrie vestia o casaco.
- São horas de
ir – avisou com um sorriso triste.
- Nem devias
ter vindo – sussurrei sem que ninguém me ouvisse.
Uma mão a
agarrar num shot apareceu-me à frente, fazendo-me dar um salto.
- Calma – disse
Ryan, rindo-se. – Vamos brindar?
Levantei-me.
- Ao quê?
- A Londres –
disse ele, sorrindo, sempre com o seu modo perverso.
Peguei no shot,
brindámos e bebemos num gole o líquido que me ardia na garganta. Sentámo-nos,
conversámos e eu deixei de ligar ao casalinho.
Era fácil falar
com Ryan. Ele parecia ser um tipo porreiro, apesar de nunca desviar o olhar das
minhas pernas ou do meu peito.
Pouco depois
Perrie foi-se embora, mas Zayn ficou e olhou para mim assim que percebeu que eu
também o olhava. Mas não referiu nada. Harry abanou os seus caracóis e
aproximou-se de Z. Este último sorriu e fez uma festa a Harry, no cabelo. Ryan
aproximou-se de mim, quase colocando-se precisamente em cima de mim.
Por volta das
duas da manhã, Harry já dava sinal de sentir o sono.
- Acho que
chegou a minha hora – disse ele, depois de bocejar ruidosamente. – Precisas que
te leve? – Perguntou-me.
Suspirei,
dececionada.
- Pois, pelos
vistos só tenho a tua boleia.
Ryan puxou o
cabelo para trás e colocou uma mão à minha frente, assim que me viu prestes a
levantar.
- Podes ficar,
eu levo-te a casa – afirmou.
Olhei para
Harry, esperando a sua permissão, mesmo sabendo que não precisava porque ele
não mandava em mim. Fez-me sinal com a cabeça, chamando-me à parte.
Fomos até ao
bar, onde não havia ninguém.
- Não acho que
seja boa ideia, Bella – aconselhou-me.
Eu dei uma
risadinha, tentando fazer com que ele relaxasse um pouco. Sabia do que Harry
falava; não conhecíamos o tipo de lado nenhum e assim de repente eu aceitar que
ele me levasse a casa, não era de modo algum uma boa ideia. No entanto, eu não
estava preocupada com isso. Provavelmente só estava com Ryan para provocar
Zayn, mas eu não o queria admitir. Não em pensamentos, e muito menos em voz
alta.
- Não te
preocupes, Harry. Eu fico bem – ofereci um sorriso afetuoso.
Reconheci que
Harry se preocupava, mas não havia mal. De certeza que não me iria acontecer
nada.

Adorei a Compensação! ahahahha
ResponderEliminarObrigada :)