segunda-feira, 19 de novembro de 2012

New Begginning - Capítulo 61


O tempo passou, e quando já passava da uma da manhã, era quando a música estava realmente boa. O DJ era ótimo e já não se via quase ninguém na zona do bar ou das mesas. Vi Niall estender a mão a Marie e esta aceitar; levantaram-se e foram até às escadas, para descerem até à pista de dança. Temi que Zayn fizesse o mesmo a Perrie, mas este não se prenunciou. Todavia, Ryan levantou-se.
- O meu convite continua de pé – anunciou-me, fazendo com que toda a gente me olhasse.
Eu não tinha a certeza se Louis ou Zayn ia sentir ciúmes. Era óbvio que eu queria que sentissem, mas com Perrie ali, o mais provável seria que Zayn nem sequer notasse. Então obriguei-me a esquecer que ele me tinha usado, e que Louis só queria ter-me como garantida.
Levantei-me, sorrindo e tomando a mão que Ryan me tinha estendido.
Descemos até à pista de dança, mas não nos limitámos a ficar por perto das escadas ou da porta. Ryan puxou-me até ao centro do aglomerado de pessoas e incitou-me a dançar.
- Quero ver como te mexes – murmurou-me ao ouvido, e depois afastou-se, sorrindo.
Prestei atenção à música, sentindo a batida. Fechei os olhos e fiz o melhor que sabia fazer: dançar.
A dança dividia-se em diversos tipos de danças, e até mesmo as discotecas tinham um tipo. No entanto, não se dava nome ao conjunto de movimentos que toda a gente sabia fazer numa pista de qualquer discoteca. Apenas se dançava consoante o que sentíamos, nada mais.
Precisamente nesse momento em que eu fazia o que Ryan me pedira, senti umas mãos pousarem-se na minha cintura. Abri os olhos, virei a cara e encontrei o seu rosto perigosamente próximo do meu. Retornei o corpo para ele, dando um passo atrás.
- Já viste o suficiente? – Perguntei, quase a gritar.
Ele semicerrou os olhos, fingindo pensar com seriedade. Depois abanou a cabeça negativamente e com um dedo, chamou-me para que me aproximasse.
Honestamente, eu sabia que isto não levaria a lado nenhum. Zayn não se iria importar se eu dançava com outro rapaz. Afinal, “não podemos começar isto”. E Louis, apesar de indiretamente mostrar que gosta de mim, não fica realmente incomodado com as minhas escolhas que levam a que a nossa relação nunca passará mais do que pura amizade.
Então, por que não aproveitar?
Aproximei-me de Ryan, deixando-o rodear a minha cintura com os braços. As suas mãos pousaram-se em cima das minhas nádegas, e ele apertou-as gentilmente. Ao som de Skrillex, ele foi puxando-me a pouco e pouco até que eu estivesse completamente contra o seu corpo. Após encostarmos as testas uma à outra, olhando os corpos ficarem plenamente juntos, Ryan levou-me a mexer a cintura.
Durante o resto da música, e mais três de duração quatro minutos cada uma, fomos provocando-nos mutuamente. Então para o deixar angustiado, parei de dançar e desuni-me a ele.
- Preciso de beber qualquer coisa – justifiquei.
Ao subir as escadas, olhei para a pista de dança e vi Niall e Marie quase a beijarem-se. Parei para ver, mas uma rapariga interrompeu-os, pedindo um autógrafo a Niall.
- Só podia – resmunguei.
Voltei para a mesa, e faltava mais de metade das pessoas; Josh o baterista, Liam, Louis e Eleanor e Olivia. Harry arrumava o telemóvel, Perrie vestia o casaco.
- São horas de ir – avisou com um sorriso triste.
- Nem devias ter vindo – sussurrei sem que ninguém me ouvisse.
Uma mão a agarrar num shot apareceu-me à frente, fazendo-me dar um salto.
- Calma – disse Ryan, rindo-se. – Vamos brindar?
Levantei-me.
- Ao quê?
- A Londres – disse ele, sorrindo, sempre com o seu modo perverso.
Peguei no shot, brindámos e bebemos num gole o líquido que me ardia na garganta. Sentámo-nos, conversámos e eu deixei de ligar ao casalinho.
Era fácil falar com Ryan. Ele parecia ser um tipo porreiro, apesar de nunca desviar o olhar das minhas pernas ou do meu peito.
Pouco depois Perrie foi-se embora, mas Zayn ficou e olhou para mim assim que percebeu que eu também o olhava. Mas não referiu nada. Harry abanou os seus caracóis e aproximou-se de Z. Este último sorriu e fez uma festa a Harry, no cabelo. Ryan aproximou-se de mim, quase colocando-se precisamente em cima de mim.
Por volta das duas da manhã, Harry já dava sinal de sentir o sono.
- Acho que chegou a minha hora – disse ele, depois de bocejar ruidosamente. – Precisas que te leve? – Perguntou-me.
Suspirei, dececionada.
- Pois, pelos vistos só tenho a tua boleia.
Ryan puxou o cabelo para trás e colocou uma mão à minha frente, assim que me viu prestes a levantar.
- Podes ficar, eu levo-te a casa – afirmou.
Olhei para Harry, esperando a sua permissão, mesmo sabendo que não precisava porque ele não mandava em mim. Fez-me sinal com a cabeça, chamando-me à parte.
Fomos até ao bar, onde não havia ninguém.
- Não acho que seja boa ideia, Bella – aconselhou-me.
Eu dei uma risadinha, tentando fazer com que ele relaxasse um pouco. Sabia do que Harry falava; não conhecíamos o tipo de lado nenhum e assim de repente eu aceitar que ele me levasse a casa, não era de modo algum uma boa ideia. No entanto, eu não estava preocupada com isso. Provavelmente só estava com Ryan para provocar Zayn, mas eu não o queria admitir. Não em pensamentos, e muito menos em voz alta.
- Não te preocupes, Harry. Eu fico bem – ofereci um sorriso afetuoso.
Reconheci que Harry se preocupava, mas não havia mal. De certeza que não me iria acontecer nada.

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