Voltei para ao
pé de Ryan, sentando-me à frente de Zayn enquanto cruzava as pernas. Uma porção
generosa de raiva assolou-me o espírito mal notei que ele pouco se interessava
se eu brincava com a mão de Ryan ou não.
- Podemos ir
para outro lado, se quiseres – sussurrou Ryan ao meu ouvido, fazendo-me
cócegas. Dei uma risadinha que despertou – finalmente – Zayn.
- Só se
prometeres portares-te bem – murmurei também, enquanto mexia numa madeixa de
cabelo de Ryan.
Ele sorriu
perversamente, mostrando uns dentes brancos e perfeitamente alinhados.
Levantou-se, ajeitou o casaco e estendeu-me a mão. Peguei nela, deixando que
ele me puxasse.
- Onde vais? –
Perguntou Zayn, assim que dei dois passos em direção às escadas.
- Não te
interessa – respondi, lançando um olhar enfurecido.
Virei costas e
deixei que Ryan me guiasse até lá fora. Quando saímos da discoteca, senti um
arrepio subir-me a espinha. Fechei o casaco, suspeitando por que razão estava
eu a ser guiada para um beco.
- É aqui que
tens o carro? – Perguntei, sentindo um ligeiro pressentimento de que não era
essa a pergunta correta.
Ryan olhou para
mim e entendi o que se ia passar a seguir.
Empurrou-me
contra a parede, grudando o seu corpo no meu. Apoderou-se dos meus lábios,
revelando uma gana moribunda por eles. Desceu as mãos pela minha cintura até à
barriga das pernas, tentando subir as mãos por dentro da saia mas evitei-o. Por
sua vez, desistiu com facilidade, colocando as mãos na cintura. Por pouco
tempo, infelizmente.
Tentou
encontrar como tirar-me o corpete, desesperando por me ver seminua. Isso
resultou na fugaz dor que senti quando puxou o corpete pela frente, levando-me
com ele. Afastei-lhe a mão.
- Bem podes
tirar o cavalinho da chuva, de mim não vais receber nada. – Avisei.
Endireitei o
corpete e, com calma, afastei-me. Nem dois passos tinha dado, já ele estava a
puxar-me com brusquidão. Agarrou-me no pescoço, e impulsionou-me (de novo)
contra a parede; desta vez senti o ar a ser-me puxado do peito.
- Se ficares
quietinha – sussurrou Ryan – nada acontecerá.
Mostrou uma
naifa comprida e afiada. O meu coração bateu aceleradamente, deixando-me com os
nervos à flor da pele.
Irá tudo ficar bem, tem calma.
Quando me
apercebi de que Ryan queria cortar-me o corpete com a navalha, fechei os olhos
com força, encolhendo-me. Ele passou a ponta afiada fria a partir da zona de
dentro do meu braço, subindo até ao ombro para voltar a descer, desta vez até à
zona do peito.
- És
completamente esbelta, Bella.
Com força e um
pouco de ímpeto, descoseu o tecido, abrindo o corpete ao meio. Ele caiu no chão,
expondo o meu peito a Ryan.
- Mas o que…? –
Ryan começou a tecer um comentário sobre os meus seios revestidos em
cicatrizes, mas alguém impeliu contra ele e deitou-o ao chão, antes que ele
pudesse acabar a frase.
Assisti à cena
que a seguir se desenrolou, calada e com medo. O meu primeiro instinto
centrou-se em tapar o meu peito, não pelo frio, mas pela vergonha de alguém ver
as minhas cicatrizes. Ryan e o rapaz que o lançara contra o chão, começaram o
que não me parecia ter fim. Reconheci o cabelo da pessoa.
- Zayn –
murmurei, dando graças a Deus por ele ter vindo atrás de nós.
O meu salvador deu um último murro ao que iria
ser o meu violador, fazendo com que
este cuspisse sangue. Ryan olhou para Zayn com a cólera nos olhos.
- Nunca devias
sequer ter-lhe tocado. Desaparece antes que eu te mate – avisou Zayn. Se o
aviso dele não assustou Ryan, tenho que começar a ter cuidado com quem escolho.
- Sabes uma
coisa? – Advertiu Ryan, cuspindo para o chão. Posteriormente lançou-me um olhar
acre – Ela não vale o esforço. Meter-me-ia nojo olhar para aquele peito
enquanto a penetraria.
Após aquelas
palavras que me atingiram com vigor, Zayn impeliu de novo contra Ryan,
atirando-o mais uma vez ao chão. Agarrou-lhe na t-shirt pelo colarinho e legou
outro soco. Deixou-o inconsciente.
Observei Zayn a
respirar com força. Ele olhou para mim, logo a seguir a certificar-se que Ryan
não se levantava mais. Durante vários segundos não se mexeu, o que me enervou
porque não sabia o que ele pensava.
Cedi a todos os
esforços que fazia para não me passar e os meus olhos lacrimejaram sem parar.
Zayn correu a
vir ter comigo, puxando-me para cima quando me viu desfalecer à sua frente.
Levantou-me o rosto.
- Vais ficar bem – murmurou fortemente. – Eu
tomo conta de ti.
Deixei que ele
me guiasse até ao seu carro. Ajudou-me a entrar, mas tive sempre o cuidado de
não abrir o casaco, pois este não tinha nem fecho, nem botões. Quando meteu o
carro em andamento, ligou o calorífero que rapidamente me ajudou a deixar de
tremer.
Não falámos
durante o caminho todo. Eu não tinha coragem de começar a falar porque sentia
que se dissesse qualquer coisa, ele apontar-me-ia o dedo; quem causou isto fui
eu, pois deixei que Ryan se aproximasse no momento em que não o conhecia de
lado nenhum. Talvez Zayn estivesse tão zangado comigo que nem ligaria a isso.
Havia outra
coisa que me preocupava, que me preocupava muito.
O que estaria Zayn a pensar sobre o que Ryan disse
acerca do meu peito?
Ele não chegara
a dizer que os meus seios estavam cobertos de cicatrizes e que isso os tornava
feios, mas o mais provável era que Zayn chegasse a essa conclusão. Ele era esperto
e inteligente, iria fazer bem as contas.

está perfeito :)
ResponderEliminarmais <3
hihihi, daqui a pouco *
EliminarI love your fic. Never stop!!! <3
ResponderEliminarthanks honey, i'll never will <3 keep reading lova ya xx
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