Quando acordei, horas depois, algo começou logo por preencher o meu
pensamento. Doía saber que os rapazes iam embora em menos de oito dias. Oito míseros
dias era o que eu tinha para aproveitar ao máximo. Ainda nesta altura do
campeonato, as coisas pareciam estranhas; os One Direction eram meus amigos, e
pior ainda, dois deles gostavam de mim. Não será esse o sonho de todas as fãs
dele? Se ter um dos rapazes caidinho por ti é um sonho, imagino o que será ter
dois.
Sorri para o vazio, sabendo que todas as Directioners mal faziam a
ideia disso. Para elas, o Zayn só gostava da Perrie e o Louis da Eleanor.
Apesar de eu ter acordado diversas vezes durante o dia, não tive
qualquer vontade em levantar-me e fazer algo o resto do dia. Sam por vezes
chateava-me, exigindo que eu saísse da cama. Foi preciso gritar com ele para
que percebesse que eu não ia sair dali. Os estoros
continuaram fechados, fazendo com que os meus súbitos abrir de olhos passassem
a ser um fechar de olhos. Tive diversos sonhos estranhos, mas o mais
interessante – na minha opinião – foi um com Zayn.
Nem todos os pormenores estão claros, mas lembro-me de estar dentro
dum carro que ia para o hospital, e eu encontrar-me nos bancos de trás, com
Zayn. Sentia-me cansada, e presumivelmente íamos para o hospital por eu estar
doente. A certa altura pousei a cabeça no ombro de Zayn; mas este sacudiu de
imediato. Insisti por duas vezes mais, até que me fartei dos abanões dele, e pousei a cabeça no seu
colo. Dessa vez, não fez nada, ficando a olhar para mim.
O sonho acabou por aí, quando eu acordei.
A minha interpretação deste sonho é bastante simples. Os abanões de
Zayn em relação a eu pousar a cabeça no seu ombro, deverão ser uma alusão à minha
aproximação dele e dos seus; ao início ele não gosta, ou apenas se defende,
fazendo-me afastar. E depois eu pousar a cabeça no seu colo, arrisco-me a dizer
que talvez seja o meu aviso de que confio nele, ao ponto de lhe contar a coisa
mais secreta da minha vida.
No entanto, não sou especialista em interpretar sonhos, portanto,
devo estar errada.
Por volta das três da tarde, Harry mandou mensagem.
“Ainda não ter recebido um
sinal de que estás viva, não é bom. Está tudo bem?”
Suspirei, sabendo que devia ter pensado nele antes de decidir passar
o dia na cama. E também sabia que se não lhe respondesse, Harry tinha a coragem
de vir cá a casa.
“Não te preocupes, Mr. Sexy. Acontece só que não me apetece sair de
dentro da cama, por isso, vou passar aqui o dia.”
Harry não me respondeu, o que eu estranhei. Porém, percebi o porquê
assim que ele entrou de rompante no meu quarto, quarenta e cinco minutos
depois.
- É que nem penses que passas o resto do dia enfiada na cama. –
Avisou ele, subindo os estoros. A luz
do dia feriu-me os olhos e eu gemi. – Agora deste em vampira, foi? – Perguntou
retoricamente, abanando a cabeça.
- Não me apetece ter uma vida social, hoje. – Respondi. – Até porque
para isso, estou sempre pendente de um de vocês. Já me sinto culpada por
estarem sempre a dar-me boleia para aqui e para ali.
Suspirei, porque era verdade. Sentia-me mal por ter de os obrigar a
levarem-me a casa todas as noites, ou todas as manhãs levarem-me para Londres.
Harry olhou para o teto, exasperando o ar. Depois aproximou-se, levantou os
lençóis e deitou-se ao meu lado.
- Ouve, Bella – pediu, levantando a minha cara com o dedo no queixo,
para o encarar. – Eu até admito que não é usual estarmos sempre a dar boleia à
maioria dos nossos amigos. Até porque eles não precisam. Mas tu precisas, e
acredita, se nós não gostássemos de estar contigo, não teríamos sequer ter-te
convidado para assistir à gravação da Little Things.
Harry sorriu e eu suspirei.
- É só que… – tentei encontrar as palavras certas para me justificar.
– …eu não quero que vocês pensem que me estou a aproveitar. Porque eu juro por
Deus que não estou.
Ele envolveu-me num abraço acanhado e eu conseguia ouvir o seu
coração bater. Estava com um batimento acelerado. Durante imenso tempo ficámos
assim, até que eu comecei a brincar com um dos seus caracóis.
- Se mexesses no cabelo do Zayn como estás a mexer no meu, acredita que
não irias sobreviver muito tempo – murmurou ele, rindo baixinho.
Eu não respondi porque temia que Harry regiamente pensasse que eu
alguma vez me tenha aproveitado deles. Ele suspirou pesarosamente.
- Se estivesses a aproveitar-te de qualquer um de nós, ou de
efetivamente da banda toda, nunca nos terias apresentado a tua família. Porque,
dessa maneira, estarias também a usá-la. – Fez uma pausa. – E eu acredito que
tu nunca serias capaz de fazer isso ao teu irmão.

Debbie já li estes capítulos todos, ainda ontem deste me a conhecer esta Fanfic e estou a adorá-la ler, mesmo não sendo fã dos 1D. Continua a escrever assim. Deixaste-me em pulgas por saber o que se segui um grande abraço Pacheco :D
ResponderEliminare a minha reação ao teu comentário não será diferente da minha reação a todos os outros :3 obrigada joão, means a lot mesmo c: keep reading! xx
EliminarPodes crer que vou continuar a ler, deixaste-me em pulgas para saber o que vai acontecer :D
EliminarOlá, ouve colegas minhas que me mostraram esta maravilhosa fanfic e estou a amar, li todos os capitulos que fizeste até agora em duas horas, espero que continues, a história esta fantástica! :(
ResponderEliminarasdfghjkl omg, em tão pouco tempo ?! :33 deuses, obrigada linda c: hihi, ainda bem que gostas, estou cá é para vos dar histórias e mais fantasia * sim, vou continuar :') obrigada <3 keep reading xx
EliminarJust perfect! Thank you my teacher of life! I just love it!
ResponderEliminarthank you studeeent, keep reading it, please, you'll have many more surprises *-* :*
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